Porque te amei
Como quem ama
um infeliz.
Porque quis me dar...
até mesmo o sangue
que já não me
fazia bem;
Porque me arrependi
Por fracassar
Por te amar (assim, demais)
Por te magoar
Por me magoar
Por te largar
e deixar morrer
tudo aquilo que
tentei
criar entre
eu e você.
[Provavelmente Março de 2010]
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Mais um texto encontrado entre os caderno da faculdade. Este deveria lembrar, foi este semestre. Lembro o sujeito, mas não o predicado. Lembro da sensação. Vale?
Era como se o quisesse ter perto para poder saciar minha vontade, e longe para esquecer de todo sentimento que aquele sorriso torto nutriu. Era um vazio de prato cheio. Como se quisesse romper laços e tecer os fios contando outra história, como As Parcas¹ faziam quando queriam mudar o rumo da vida de um indivíduo. Seria isso, penso eu. Tecer a mesma história de outra maneira.
¹As Parcas (mit. Romana) ou Moiras (Mit. Grega) eram três deusas que teciam a vida de cada indivíduo, desde o seu nascimento a sua morte. Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Zeus podia contestar suas decisões. Cloto (Nona) tecia o fio da vida, Láquesis (Décima) cuidava de sua extensão e caminho, Átropos (Morta) costava o fio.
[Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parcas]
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