naquele dia, beijo-o como se fosse outro.
arrependeu-se.
aquele cheiro de moreno,
aquele corpo quente.
a voz grossa depois de uma noite de sono.
a abraço seguro, acolhedor.
perdeu-se tudo.
certo é que aquele frio na espinha
não há de retornar.
justo.
nada mais justo e verdadeiro
que o rancor.
nada mais.
nada mais quieto que o silencio
de dois sorrisos falsos.
era isso que se tinha que esperar.
amantes.
era assim que se tratavam.
num dia bem, muito bem (obrigada)
no dia seguinte,
a alma desfiada como pano fraco
e barato.
arrependeu-se. que há mais de fazer?
aguardar.
----------------
calma. a alma põe cada coisa em seu lugar.
[sem aviso - maria rita]
O Recanto d'Ella
Báu de sonhos, planos, textos, segredos, amores, contratempos, grandes sorrisos e baldes de choro. Escrevo o que gosto, como gosto e porquê gosto.
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Futuca. Rascunho.
os arrepios da nuca como quem não conhecesse essa sensação.
frio na barriga de medo de olhar adiante.
ou olhar pra trás e reconhecer a cara feia
do passado que foi vivido.
ou foi vivido.
como quem sente os arrepios na altura da barriga.
conheço essa sensação.
arrependimento.
quis esquecer. desculpe.
não pude.
não pude.
não pude.
e pior que não pude.
esquecer, olvidar, to miss.
coisa que só se faz quando se quer.
não deu.
desculpe.
conheço essa sensação.
de frio na espinha.
de aperto nas costelas.
de ouvir as marteladas no teclado.
como quem quisesse ver e não ouvir.
ouvir, não ver.
as mãos trêmulas desse ao teclado na esperança de alívio.
pobres!
mal sabem que nada disso é possível.
tudo foi, repentinamente, revolvido.
não foi assim que se desejada ver.
ver, não ouvir.
não foi.
não foi.
explicação pouca.
os olhos ainda ardem do ultimo choro.
lembrado hoje.
ainda ardem.
não sei.
mas ardem.
foram esquecidos.
quem sabe não choraram novamente.
novamente.
convite ao silêncio.
frio na barriga de medo de olhar adiante.
ou olhar pra trás e reconhecer a cara feia
do passado que foi vivido.
ou foi vivido.
como quem sente os arrepios na altura da barriga.
conheço essa sensação.
arrependimento.
quis esquecer. desculpe.
não pude.
não pude.
não pude.
e pior que não pude.
esquecer, olvidar, to miss.
coisa que só se faz quando se quer.
não deu.
desculpe.
conheço essa sensação.
de frio na espinha.
de aperto nas costelas.
de ouvir as marteladas no teclado.
como quem quisesse ver e não ouvir.
ouvir, não ver.
as mãos trêmulas desse ao teclado na esperança de alívio.
pobres!
mal sabem que nada disso é possível.
tudo foi, repentinamente, revolvido.
não foi assim que se desejada ver.
ver, não ouvir.
não foi.
não foi.
explicação pouca.
os olhos ainda ardem do ultimo choro.
lembrado hoje.
ainda ardem.
não sei.
mas ardem.
foram esquecidos.
quem sabe não choraram novamente.
novamente.
convite ao silêncio.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Ao meu Carinho.
Ele surgiu sem que eu pedisse
e pedi
e veio.
Como aquele filho parido ao
acaso
e mais dia ou menos dias,
numa luz de ocaso,
há de nos deixar.
Surgiu como, onde e quando
aquela manhã
fez-se em chuva grossa, terna e eterna.
E ouvi e vi surgir ao longe
com aquele braços
feito sob
medida
pros meus abraços.
Com aquelas pernas longas,
feitas pra me prender entre elas.
E nada mais.
-----------------
Saudades. e nada mais. além da saudade. do afeto. do terno.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
.
tenho um amor que se escondeu em mim
como quem ainda não descobriu a saída
tenho um homem dentro de mim que berra
por socorro a cada segundo que se vê
ceifado
(tenho alma)
tenho um segundo por dia em que me vejo louca
morta
crua
enlouquecida de ódio
aflita
tenho uma alma que respira cinza,
e vive de preto
vive de azul anil
e branco
tenho ela em multicores a cada dia que meu
dia
não é meu
tenho um broto de esperança que nasceu
em mim
e que morto grita
por sorcorro, pedindo para renascer
tenho mãos finas que são fracas
e trêmulas
e corpo pesado que é resultado
do desgosto
do desamor
da angústia
do descuido...
---------------------
Arrepio.
como quem ainda não descobriu a saída
tenho um homem dentro de mim que berra
por socorro a cada segundo que se vê
ceifado
(tenho alma)
tenho um segundo por dia em que me vejo louca
morta
crua
enlouquecida de ódio
aflita
tenho uma alma que respira cinza,
e vive de preto
vive de azul anil
e branco
tenho ela em multicores a cada dia que meu
dia
não é meu
tenho um broto de esperança que nasceu
em mim
e que morto grita
por sorcorro, pedindo para renascer
tenho mãos finas que são fracas
e trêmulas
e corpo pesado que é resultado
do desgosto
do desamor
da angústia
do descuido...
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Arrepio.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Perfil: 04.06.2010
Eis que nem mesmo eu sei.
A cada dia tento me descobrir e quanto mais tento mais difícil fica.
Dia desses até já pensei desistir. Mas isso não seria desistir de mim?
Me recrio a cada dia. Sem intenções, sem moldes, com alguns retoques e novos testes.
Me refaço sempre que necessário.
Me reconheço sempre que preciso.
Mas o que sou? Tudo aquilo que penso que sou acaba não sendo realmente Eu. Porque não existe um Eu real e híbrido. Existe, apenas, tudo aquilo que se pode conhecer para constituir um Eu.
E eu? Bem, eu sempre tento conhecer mais.
A cada dia tento me descobrir e quanto mais tento mais difícil fica.
Dia desses até já pensei desistir. Mas isso não seria desistir de mim?
Me recrio a cada dia. Sem intenções, sem moldes, com alguns retoques e novos testes.
Me refaço sempre que necessário.
Me reconheço sempre que preciso.
Mas o que sou? Tudo aquilo que penso que sou acaba não sendo realmente Eu. Porque não existe um Eu real e híbrido. Existe, apenas, tudo aquilo que se pode conhecer para constituir um Eu.
E eu? Bem, eu sempre tento conhecer mais.
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